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Presidente Michel Temer afirma que não vai renunciar

Em caso de renúncia ou impeachment, quem assume o cargo é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Seriam realizadas eleições indiretas e os parlamentares elegeriam um presidente para governar até 2018

“Não sou homem de cair de joelhos. Caio de pé”, teria afirmado Michel Temer após ser aconselhado a renunciar por assessores. O presidente é acusado de ter dado aval para o pagamento de mesada para o deputado cassado Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro, em troca do silêncio de ambos. Os irmãos Joesley e Wesley Batista, do Grupo JBS (ambos investigados em desdobramentos da operação Lava Jato) entregam a investigadores uma gravação que comprovaria isso. Até a noite de quinta-feira (18/5), a oposição protocolou no Congresso oito pedidos de impeachment do presidente, que orientou a equipe “a partir para o enfrentamento”. O afastamento por meio de impeachment pode ocorrer se comprovado o crime de responsabilidade. 
 
Apesar de manifestações pedindo eleições diretas, se Temer renunciar ou for afastado, quem assume o cargo é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Em um período de 90 dias seriam convocadas eleições indiretas e os parlamentares elegeriam um presidente para governar até 2018. Há rumores também de que as delações da JBS atingirão nos próximos dias os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Renan Calheiros e José Serra.
 
Fontes: Estadão e O Globo
 
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