ARTIGOS

Tradicionalismo

O tradicionalismo e seus desafios
Uma instituição criada por moradores para valorização da cultura gaúcha e lazer da própria comunidade. Com essa proposta foi fundado, em 5 de novembro de 1987, o CTG Pialo da Saudade, localizado na Rua Florianópolis, 720, no bairro Cohab A. Membros da atual patronagem contam que um grupo de gravataienses teve a iniciativa, porém a população desempenhou um papel fundamental, ajudando a erguer o galpão. Com a colaboração de muita gente, a entidade iniciou os trabalhos tendo duas metas: divulgar o tradicionalismo e proporcionar às famílias um espaço para integração. Conforme o patrão Ary Guiray Fortes de Mattos (52), desde aquela época, o Pialo visa oferecer um ambiente para a inclusão social, em especial da garotada. A intenção continua sendo o envolvimento de crianças e jovens em atividades educativas e culturais, de forma que elas se afastem dos perigos da rua.
 
“O Pialo é um CTG diferente”. A afirmação é de um dos instrutores, Rodrigo Batista (31), que aponta a postura da instituição como menos conservadora. A patronagem argumenta que muitas entidades tradicionalistas priorizam regras e comportamentos rígidos, porém o centro procura ser mais flexível com as crianças e jovens. Eles têm que respeitar normas, porém o diálogo é considerado sempre a melhor alternativa. O importante para o grupo é trazer a gurizada e mantê-la atuante nos projetos. “Fazemos o caminho inverso. Primeiro trazemos o jovem para o CTG, depois, aos poucos, vamos mostrando a essência do tradicionalismo”, salienta Fagner Vaz Ribeiro (28), que faz parte da coordenação, assim como Gabriel Guiray (27) e Gabrielle Oliveira(24).
 
Atualmente, o Pialo da Saudade conta com três invernadas artísticas e desenvolve algumas oficinas. Entre as atividades está a escolinha para crianças a partir de quatro anos. Nas aulas, além de danças, os pequenos têm a oportunidade de aprender sobre elementos da cultura do Rio Grande do Sul. Os encontros ocorrem toda segunda-feira, a partir das 19h. Os participantes fazem uma contribuição de R$ 10,00 mensais e recebem lanche a cada aula. Também na segunda ocorre o curso gratuito de declamação, às 19h30min. Futuramente, o CTG almeja implantar mais oficinas, como chula e intérprete vocal.
 
Em comemoração aos 30 anos, o centro de tradições gaúchas planeja diversos eventos. Este mês, por exemplo, no dia 13, haverá um baile em homenagem às mães, com show de Luiz Marenco e bandas convidadas. De 23 a 25 de junho ocorrerá o Rodeio Cultural e Artístico do Pialo, com entrada franca. Para colaborar com os projetos ou obter informações sobre as atividades, entre em contato através dos telefones 99570-0103 (Fagner), 98270-0397 (Gabriel) e 98651-2787 (Rodrigo).
 
Invernadas artísticas
O maior desafio do grupo de danças infantil do Pialo, este ano, será a participação no Festival Mirim da 1ª Região Tradicionalista (Festirim), que ocorre no mês de outubro, em Guaíba. Essa invernada reúne cerca de 15 crianças, que ensaiam as quartas, às 20h, e sextas-feiras, a partir das 19h.
 
O grupo juvenil é o que mais obteve premiações até o momento. Com aproximadamente 30 adolescentes, a invernada estreou no Juvenart, em 2016. “Foi uma experiência fantástica. Mobilizamos todo o CTG para conseguir participar”, salienta Fagner, relembrando a realização de vários jantares e pedágios beneficentes. Entre os reconhecimentos obtidos estão o primeiro lugar no Rodeio de Veranópolis e a quarta colocação em Capão da Canoa, cujo evento ocorreu no mês passado. Os ensaios acontecem toda sexta-feira, às 20h.
 
A invernada adulta está sendo estruturada e ensaia aos domingos, às 19h. Apesar da recente formação, o grupo tentará se classificar para o Encontro de Artes e Tradições (Enart).
 

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