ARTIGOS

Solidariedade

A sua atenção é o que eles precisam
Eles já viveram décadas, por isso têm muitas histórias para contar. Alguém para ouvi-las de vez em quando é o que procuram os residentes no Asilo Nossa Senhora Medianeira, fundado em 1948. Um pouco de atenção, além dos cuidados habituais, é tudo o de que os idosos precisam, de acordo com o presidente do lar, José Augusto Rosa Bitello. “Eles gostam de conversar, ter um tempo para falar de suas vidas”, destaca.
 
Cerca de uma hora e meia no Asilo Medianeira bastaram para a reportagem constatar como a disposição para ouvir algumas lembranças da juventude deixam os idosos felizes. Logo que chegamos, no início da tarde do dia 15 de fevereiro, uma senhora se aproximou e puxou conversa. Em poucos minutos, foi possível conhecer parte da trajetória de Edith de Barcelos Cardoso (76), que está na casa há cerca de três anos. Ela residia em Santo Antônio da Patrulha, trabalhou mais de duas décadas como cozinheira e fez diversos serviços como cabeleireira, manicure e pedicure. Tem uma filha chamada Lucimara e um neto, Feliciano, de três aninhos. A criança é uma das maiores alegrias da vida dela. “O meu neto é lindo, arteiro!”, diz, com os olhos brilhando ao falar do menino. “Sou uma avó coruja”, admite. No asilo, Edith também conheceu João de Azevedo Barbosa Neto (74), que foi militar. “Estamos namorando há dois anos. Quando ele chegou, eu já morava aqui. Olhei, achei bonito com aqueles olhos verdes e começamos a conversar”, recorda. 
 
De poucas palavras, mas muito simpático é Antônio Pereira dos Santos (73), que também está no asilo há aproximadamente três anos. Sentado à sombra de uma árvore na entrada do lar, o torcedor do Grêmio contou que, no dia a dia, gosta de assistir à televisão e não perde os episódios do programa Chaves. Natural de São Gabriel, Antônio trabalhou muitos anos como motorista. Da juventude até agora, conserva seu gosto por uma boa festa, não dispensando um baile quando pode participar. Três vezes por semana, ele faz hemodiálise no Hospital Dom João Becker. Outro residente no Medianeira é Dorvalino de Oliveira (72), que tem o próprio “cantinho” na instituição. O senhor foi o responsável por criar uma horta no asilo. No local, ele montou um galpão, onde passa grande parte do tempo. Os alimentos plantados e colhidos pelo idoso vão para a cozinha da casa.
 
Como colaborar com o asilo
Segundo Ana Paula Rangel, do departamento administrativo, atualmente, o lar Medianeira atende 43 pessoas. A equipe recebe doações, sobretudo de fraldas geriátricas e leite. Outra forma de ajudar é passando um tempo com os idosos, promovendo alguma apresentação artística ou oferecendo serviços, como corte de cabelo e manicure. Conforme a assistente social Akemi Rebeschini de Andrade, ao longo do ano, o asilo recebe a visita de grupos, escolas e outros voluntários. Interessados em fazer atividades para os moradores podem agendar horários pelo telefone 3488-5001 ou no local (Rua Lino Estácio dos Santos, 975). Em breve, a estrutura da casa precisará passar por adequações e a população poderá contribuir com materiais de construção e mão de obra. 
 
Equipe
O Asilo Medianeira conta com o trabalho de uma diretoria voluntária e funcionários. O presidente é José Augusto Rosa Bitello. Silvia Rejane de Oliveira Bitello assumiu a vice-presidência. Os tesoureiros são José Ataliba de Oliveira Amador e Samanta Antunes. Os secretários são Claudia Portolan e Luiz Antonio Borges. Há cerca de 25 funcionários das áreas de enfermagem, assistência social, serviços gerais, cozinha, além dos cuidadores. 
 

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