ARTIGOS

Solidariedade

Enxergue uma oportunidade de estender a mão
Um doce de menina, tranquila, simpática e carinhosa. Essas são características da pequena Rafaela de Oliveira Rosa, de dois aninhos. A linda garotinha, assim como as outras crianças nesta faixa etária, está descobrindo o mundo, aprendendo algo novo a cada dia. Brincar de boneca, claro, é uma de suas coisas prediletas. Desenhar, obviamente, ela ainda irá aprender, mas os primeiros rabiscos já são feitos. Até este ponto, a rotina de Rafa, como é chamada por todos, parece comum a qualquer criança. Contudo, há um aspecto que tem atrapalhado o seu desenvolvimento: o estrabismo. O distúrbio faz com que os olhos apontem para direções diferentes. Segundo a mãe, a recepcionista Daiana de Oliveira Rosa (33), a filha foi diagnosticada em junho do ano passado com estrabismo convergente (esotropia), quando os olhos se movem para dentro, em direção ao nariz. O desvio ocular é alternante (manifesta-se nos dois olhos) e os médicos apontam que uma cirurgia faz-se necessária.
 
A família procurou uma avaliação oftalmológica após a equipe da escola de educação infantil de Rafa alertar que a menina tinha algum problema de visão, pois esbarrava nos objetos no seu caminho. Além disso, notou-se que a criança interagia pouco com os colegas. “O isolamento é uma das coisas que mais me preocupa. Também tenho medo que o desenvolvimento na escolinha seja prejudicado. Ela demonstra muita insegurança. Quando está em um brinquedo e vai descer, fica procurando um apoio”, relata a recepcionista. Outro fator que deixa a mãe apreensiva é que muitas vezes, ao se bater contra os móveis, a garota acaba se machucando. 
 
Segundo Daiana, que tem outros três filhos – Júlia (13), Lara (9) e Gabriel (7) – para realizar a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Rafaela teria que esperar muito tempo. “A fila é enorme”, frisa. Por essa razão, familiares e amigos estão mobilizados para angariar fundos e fazer o procedimento de forma particular. “O problema é que a demora pode atrasar o desenvolvimento dela”, justifica. Ela conta que Gabriel também fez uma cirurgia por causa de desvio ocular. “Mas a dele, que operou aos três anos, conseguimos pelo SUS. Ele fez e ficou bem, deu tudo certo.”
 
Sem condições de arcar com as despesas, os moradores do bairro Santa Cruz lançaram uma campanha na plataforma online de financiamento coletivo Vakinha. O objetivo é arrecadar R$ 15 mil. Pelo site, as doações ocorrem até seis de março. Contribuições podem ser feitas, todavia, de forma direta na conta poupança de Daiana (Agência 0478 da Caixa, operação 013, conta 00041554-7. CPF 00303676035). 
 
Com o intuito de reunir verba para exames e a cirurgia, muitas pessoas estão engajadas. Em dezembro, um churrasco foi promovido e o valor dos ingressos revertido para a causa. Rifas também foram realizadas com a mesma finalidade. Os prêmios, provenientes de doações, foram uma cafeteira, um jogo de lençol e uma boneca. A intenção é desenvolver outras atividades beneficentes nas próximas semanas. 
 

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